PROFESSOR CÁRLINTON ALVARENGA - LÍNGUA PORTUGUESA

“QUEM FALA UMA LÍNGUA SABE MUITO MAIS DO QUE APRENDEU” (CHOMSKY)

20/3/10

NOVO BLOG PROFESSOR CÁRLINTON

PREAREI NOVO BLOG:  carlinton.blogspot.com

BLOG PROFESSOR ROGÉRIO:  sociologiacemtn.blogspot.com

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LÍNGUA E SOCIEDADE

LÍNGUA E SOCIEDADE

 

            O caráter social de uma língua já parece ter sido fartamente demonstrado. Entendida como um sistema de signos convencionais que faculta aos membros de uma comunidade a possibilidade de comunicação, acredita-se, hoje, que seu papel seja cada vez mais importante nas relações humanas, razão pela qual seu estudo já envolve modernos processos científicos de pesquisa, interligados às mais novas ciências e técnicas, como, por exemplo, a própria Cibernética.

 

            Entre sociedade e língua, de fato, não há uma relação de mera casualidade. Desde que nascemos, um mundo de signos lingüísticos (códigos usados em uma língua, ou seja o signo lingüístico é a própria palavra) nos cerca e suas inúmeras possibilidades comunicativas começam a tornar-se reais a partir do momento em que, pela imitação e associação, começamos a formular nossas mensagens. E toda a nossa vida em sociedade supõe um problema  de intercâmbio e comunicação que se realiza fundamentalmente pela língua, o meio mais comum de que dispomos para tal.

 

            Sons, gestos, imagens, diversos e imprevisto, cercam a vida do homem moderno, compondo mensagens de toda ordem transmitidas pelos diferentes canais como a televisão, o cinema, a imprensa, o rádio, o telefone, o telégrafo, os cartazes de propaganda, os desenhos, a música e tantos outros. Em todos, a língua desempenha um papel preponderante, seja em sua forma oral, seja através de seu código substitutivo escrito. E, através dela, o contato com o mundo que nós cerca é permanentemente atualizado.

           

            Nas grandes civilizações, a língua é o suporte de uma dinâmica social, que compreende, não só as relações diárias entre os membros da comunidade, como também uma atividade intelectual, que vai desde os fluxos informativos dos meios de comunicação de massa até a vida cultural, científica ou literária.

 

            Dino Preti – Sociolinguística: os níveis da fala.

 

 

QUESTÕES PARA SEREM RESPONDIDAS NO CADERNO:

(COPIE A SEGUINTE INTRODUÇÃO, A CANETA,  ANTES DE COPIAR AS PERGUNTAS)

 

Estudo orientado sobre o texto “LÍNGUA E SOCIEDADE ” – TEXTO 2 – BLOG PROFESSOR CÁRLINTON

 

01) Escreva, no caderno, uma definição de língua apresentada no primeiro parágrafo.

02) Por que a relação entre sociedade e língua não é de mera casualidade?

03) Releia atentamente o terceiro parágrafo e responda: qual a importância da língua no ato de comunicação?

04) O que ocorre com a língua nas grandes sociedades?

05) A partir do texto, explique, com suas palavras, a importância da língua para a sobrevivência de uma grupo social.

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13/3/10

APOSTILA 1 LINGUAGEM

           Quando conversamos em situações informais (descontraídas, de intimidade), usamos palavras e expressões que não usaríamos numa situação formal (mais solene, cerimoniosa, como, por exemplo, num discurso de formatura).

            Na língua oral, a linguagem formal é usada normalmente quando se fala a grupos grandes ou médios, em situações em que se mantém uma distância entre falantes e ouvintes. Em geral, o falante prepara previamente o que vai dizer, procura evitar a repetição de palavras e esmera-se no uso da forma culta.

            Já o informal, também denominado coloquial, é usado sem planejamento. O falante não se importa de repetir palavras e usar um vocabulário simples. Quando mais íntima é a pessoa com quem se fala, mais aparecem as gírias, omissões de palavras e o descuido com a pronúncia e a construção da frase.

 

TEXTO  1 PARA ANÁLISE:

AS CARTAS TROCADAS

            Confundir a fala formal e a informal pode ser um perigo na vida das pessoas. Imagine que uma garota foi convidada pelo namorado para passar um fim de semana prolongado na praia e escreve duas cartas: uma para o rapaz, para aceitar o convite, e outra para seu chefe, comunicando que vai faltar na sexta-feira. Só que as cartas saem assim.

 

Para o namorado:

            São Paulo, 23 de janeiro de 2009

            Tenho o prazer de acusar o recebimento de sua mensagem do dia 22, onde V. Sª convida-me para um fim de semana no Guarujá, a iniciar-se no dia 30 do corrente mês. Devo esclarecer que, na data retro, estarei à inteira disposição para acompanhá-lo. Considero altamente desejável o intercâmbio de beijos e abraços que tal encontro, certamente, irá proporcionar.

            Outrossim, informo que seria de bom alvitre providenciar com antecedência as passagens e reservas para acomodações.

            Sem mais para o momento, apresento meus protestos de elevada estima e distinta consideração.

            Atenciosamente,          

                        Maria das Graças

 

Para o chefe:

São Paulo, 23/02/2009

            Chefinho,

            Cansei minha beleza! Quinta-feira  faço as trouxas e caio na farra. Diz pra Zefinha terminar aqueles documentos que estão na minha mesa. Bater ofícios na sexta-feira, eu, heim? Só se for bater no ofício com vara de marmelo…

            Ah! Se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por aí, ou melhor, pro Guarujá, levando meu fofinho para curtirmos muitos amassos.

            Beijinho, beijinho,

            Tchau, Tchau

Maria das Graças, a graciosa

                       

ATIVIDADE 1

01) Procure no dicionário o significado das palavras RETRO, INTERCÂMBIO, OUTROSSIM, ALVITRE.

02)Maria usou adequadamente a Língua Portuguesa nas duas situações? Explique.

03) Procure exemplos de palavras e expressões da fala coloquial na segunda carta.

04) Reescreva a primeira carta de acordo com a forma coloquial.

05) Reescreva a segunda carta de acordo com a forma culta.

 

 

TEXTO 2 PARA ANÁLISE

 

As diferenças no uso da Língua Portuguesa não se estabelecem apenas no aspecto das gírias. Elas ocorrem também de acordo com as diferenças regionais e econômicas


MÚSICA ASA BRANCA

Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

 Quando oiei a terra ardendo
Qua fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Pur que tamanha judiação.
Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.

Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonces eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra eu voltar pro meu sertão.
Quando o verde dos teus oio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração.

 

CHOPIS CENTIS

(Mamonas Assassina)

 Eu dí um beju nela… e chamei pra passear…
A gente fomos no shopping, pra mode a gente lanchá…
Comi uns bicho estranho, com um tal de gergelim.
Até que tava gostchoso, mas eu prefiro aipim.
Quantcha gente,e,
Quantcha alegria (he, he, he),
As minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.
Quanta gente (oba),
Quantcha alegria (he, he, he),
As minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.
Esse tal Chopis Centis é muitcho legalzinho,
pra levar as namorada  e dá uns rolêzinho.
Quando eu estou no trabalho,
não vejo a hora de descer dos andaime
prá pegar um cinema do “xuasineguer”,
tomém o Van “diaime”
Quantcha gente,
Quantcha alegria, (he, he, he)
A minha felicidade
é um crediário
nas Casas Bahia.

I - Saudosa Maloca

João Gilberto

Composição: Adoniran Barbosa

 Se o sinhö não tá lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Este ardifício arto
Era uma casa véia
Um palacete assobradado
Foi aquí, seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca
Construímo nossa maloca
Mas, um dia, nóis nem pode se alembrá
Veio os home co as ferramenta
O dono mandô derrubá
Peguemo todas nossas coisa
E fumo pro meio da rua
Apreciá a demolição
Que tristeza que nóis sentia
Cada taubua que caía
Doía no coração
Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei
Os home tá coa razão
Nóis arranja outro lugá
Só se conformemo
Quando o Joca falou
“Deus dá o frio conforme o cobertô”
E hoje nóis pega as páia
Na grama do jardim
E pra isquece nóis cantemo assim
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemo dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim donde nóis passemo dias feliz de nossas vida


 ATIVIDADE 03

            Vemos como é diferente a maneira de se expressar dos trabalhadores da roça, ou mesmo da cidade, e a maneira de falar do grupo social que a escola ensina. Assim, quando um menino vem da roça e fala “eles foi passeá”, a professora logo “corrige”. “Eles foram passear”. Se as duas maneiras são corretas, por que escolheram justamente o modo como o professor, o engenheiro, o médico, falam para ser seguido por todos e ensinado nas escolas?

            A resposta é simples: a sociedade escolhe, justamente a linguagem do grupo social mais poderoso, que tem melhores condições econômicas, que vive melhor e que, por isso, acaba dominando os outros. Escolhe essa linguagem e acaba impondo aos outros grupos sociais. Assim, a norma oficial, isto é,  esta língua que vocês estão aprendendo na escola, não é única correta, nem os outros modos de falar são errados.

            Mas é bom para vocês aprender a falar e a escrever de acordo com essa norma culta e socialmente preferida. Quando saírem da escola, vão precisar dela para não serem barrados em empregos ou em outros grupos só por causa do dialeto que vocês usam. Muitas vezes a sociedade avalia as pessoas por meio da linguagem. E é bom vocês dominarem essa linguagem não somente para obter uma boa avaliação mas, para principalmente, para saberem se estão sendo justa ou injustamente avaliados.

 

a)A sociedade é formada de um só grupo social? Explique.

b)Como  nós podemos distinguir um grupo social do outro?

c)Crie uma frase usada pelo grupo dos jovens.

d)Crie uma frase usada pelos moradores da roça.

e)A linguagem usada pelos jovens, ou pelos trabalhadores da roça, é bem aceita? Por quê?

f)Por que a linguagem dos professres e dos médicos, das pessoas mais ricas é que foi escolhida para ser ensinada nas escolas?

g)A língua que vocês falam é errada? Explique.

h)Por que é importante aprender a norma culta

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10/3/10

VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS – NÍVEIS DA FALA

TEXTO 03 – BLOG – PROFESSOR CÁRLINTON ALVARENGA

 

VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS – NÍVEIS DA FALA

 

A língua não é usada de modo homogêneo por todos os seus falantes. O uso de uma língua varia de época para época, de região para região, de classe social para classe social, e assim por diante. Nem individualmente podemos afirmar que o uso seja uniforme. Dependendo da situação, uma mesma pessoa pode usar diferentes variedades de uma só forma da língua.  Ao trabalhar com o conceito de variação lingüística, estamos pretendendo demonstrar:  

      a)que a língua portuguesa, como todas as línguas do mundo, não se apresenta de maneira uniforme em todo o território brasileiro;

 

b) que a variação lingüística manifesta-se em todos os níveis de funcionamento da linguagem ;

 

c) que a variação da língua se dá em função do emissor e em função do receptor ;

 

d) que diversos fatores, como região, faixa etária, classe social e profissão, são responsáveis pela variação da língua;

 

e) que não há hierarquia entre os usos variados da língua, assim como não há uso lingüisticamente melhor que outro. Em uma mesma comunidade lingüística, portanto, coexistem usos diferentes, não existindo um padrão de linguagem que possa ser considerado superior. O que determina a escolha de tal ou tal variedade é a situação concreta de comunicação;

 

f) que a possibilidade de variação da língua expressa a variedade cultural existente em qualquer grupo. Basta observar, por exemplo, no Brasil, que, dependendo do tipo de colonização a que uma determinada região foi exposta, os reflexos dessa colonização aí estarão presentes de maneira indiscutível.

 

1- Níveis de variação lingüística

É importante observar que o processo de variação ocorre em todos os níveis de funcionamento da linguagem, sendo mais perceptível na pronúncia e no vocabulário. Esse fenômeno da variação se torna mais complexo porque os níveis não se apresentam de maneira estanque, eles se superpõem.

Nível fonológico - por exemplo, o L final de sílaba é pronunciado como consoante pelos gaúchos, enquanto em quase todo o restante do Brasil é vocalizado, ou seja, pronunciado como um u; o r caipira; o s chiado do carioca.

Nível morfo-sintático - muitas vezes, por analogia, por exemplo, algumas pessoas conjugam verbos irregulares como se fossem regulares: “manteu” em vez de “manteve”, “ansio” em vez de “anseio”; certos segmentos sociais não realizam a concordância entre sujeito e verbo, e isto ocorre com mais freqüência se o sujeito está posposto ao verbo. Há ainda variedade em termos de regência: “eu lhe vi” ao invés de “eu o vi”.

Nível vocabular - algumas palavras são empregadas em um sentido específico de acordo com a localidade. Exemplos: em Portugal diz-se “miúdo”, ao passo que no Brasil usa-se ” moleque”, “garoto”, “menino”, “guri”; as gírias são, tipicamente, um processo de variação vocabular.

2- Tipos de variação lingüística

Existem dois tipos de variedades lingüísticas: os dialetos (variedades que ocorrem em função das pessoas que utilizam a língua, ou seja, os emissores); os registros ( variedades que ocorrem em função do uso que se faz da língua, as quais dependem do receptor, da mensagem e da situação).

 

Cada pessoa traz em si uma série de características que se traduzem no seu modo de se expressar: a região onde nasceu, o meio social em que foi criada e/ou em que vive, a profissão que exerce, a sua faixa etária, o seu nível de escolaridade.

Os exemplos a seguir ilustram esses diferentes tipos de variação.

  • a região onde nasceu (variação regional) - aipim, mandioca, macaxeira (para designar a mesma raiz); tu e você (alternância do pronome de tratamento e da forma verbal que o acompanha); vogais pretônicas abertas em algumas regiões do Nordeste; o s chiado carioca e o s sibilado mineiro;
  • o meio social em que foi criada e/ou em que vive; o nível de escolaridade (no caso brasileiro, essas variações estão normalmente inter-relacionadas (variação social) : substituição do l por r (crube, pranta, prástico); eliminação do d no gerúndio (correndo/correno); troca do a pelo o (saltar do ônibus/soltar do ônibus);
  • a profissão que exerce (variação profissional): linguagem médica (ter um infarto / fazer um infarto); jargão policial ( elemento / pessoa; viatura / camburão);
  • a faixa etária (variação etária) : irado, sinistro (termos usados pelos jovens para elogiar, com conotação positiva, e pelos mais velhos, com conotação negativa).

Pelos exemplos apresentados, podemos concluir que há dialetos de dimensão territorial, social/profissional, de idade, de sexo, histórica. Nem todos os autores apresentam a mesma divisão para estas variedades, sobretudo porque elas se superpõem, e seus limites não são bem definidos.

Variação de registro

O segundo tipo de variedade que as línguas podem apresentar diz respeito ao uso que se faz da língua em função da situação em que o usuário e o interlocutor estão envolvidos.

Para se fazer entender, qualquer pessoa precisa estar em sintonia com o seu interlocutor e isto é facilmente observável na maneira como nos dirigimos, por exemplo, a uma criança, a um colega de trabalho, a uma autoridade. Escolhemos palavras, modos de dizer, para cada uma dessas situações. Tentar adaptar a própria linguagem à do interlocutor já é realizar um ato de comunicação. Pode-se dizer que o nível da linguagem deve se adaptar à situação.

As variações de registro podem ser de três tipos: grau de formalismo, modalidade e sintonia. Cada tipo não aparece isolado, eles se correlacionam.

Graus de formalismo

No seu dia-a-dia, o usuário da língua entra em contacto com diferentes interlocutores e em diferentes situações sociais. Para garantir maior eficácia nessa interação, precisa estar atento ao grau de formalismo de sua linguagem. O grau de formalismo se manifesta em diferentes níveis de construção do enunciado:

no vocabulário: Quero te pedir um grande favor. (menos formal)/ Venho solicitar a V.S. a concessão de auxílio-doença. (mais formal)

na sintaxe: Me faça um favor./ Faça-me um favor.

 

Modalidades de uso

A expressão lingüística pode se realizar em diferentes modalidades: a escrita e a falada . Vale a pena lembrar algumas diferenças: na língua falada, há entre falante e ouvinte um intercâmbio direto, o que não ocorre com a língua escrita, na qual a comunicação se faz geralmente na ausência de um dos participantes; na fala, as marcas de planejamento do texto não aparecem, porque a produção e a execução se dão de forma simultânea, por isto o texto oral é pontilhado de pausas, interrupções, retomadas, correções, etc.; isto não se observa na escrita, porque o texto se apresenta acabado, houve um tempo para a sua elaboração. É bom lembrar ainda que não se deve associar língua falada a informalidade, nem língua escrita a formalidade, porque tanto em uma quanto em outra modalidade se verificam diferentes graus de formalidade. Podem existir textos muito formais na língua falada e textos completamente informais na língua escrita.

 

Sintonia

Deve ser entendida como o ajustamento que o falante realiza na estruturação de seus textos, a partir de informações que tem sobre o seu interlocutor. Por exemplo:

·         ao falar com o filho ou deixar um bilhete para ele, a mãe usará um registro diferente daquele que usaria com o seu chefe; isso se dá em função do diferente grau de intimidade que mantém com cada um desses interlocutores;

outro tipo de variação pode ser originada em função dos conhecimentos que o falante supõe que o seu ouvinte tem a respeito de um determinado assunto que será o objeto da comunicação. Desta forma, um especialista em um tema falará de formas diferentes em conversa com outro

 

·         especialista ou em uma conferência, para pessoas que se interessam por aquele assunto, mas ainda não o dominam;

·         diferenças serão observadas em função do grau de dignidade que o falante julga apropriado ao seu interlocutor ou à ocasião, existindo aí uma ampla escala de registros, que vai da blasfêmia ao eufemismo;

·         os registros usados por um jovem poderão ser diferentes se ele for falar com sua namorada, com uma pessoa a quem for solicitar um emprego, com uma pessoa idosa; da mesma forma, escreverá textos distintos em um bilhete para sua mãe ou em um requerimento dirigido a alguém para solicitar alguma coisa.

 

 

Parte II – Linguagem oral e escrita

 

Uma língua não é apenas um conjunto de sinais neutros trocados entre um emissor e um receptor, como se fôssemos apenas “aparelhos” de comunicação de mensagens. Na verdade, o conjunto de sinais – conjunto de sons, no caso da fala, ou de letras, no caso da escrita – é apenas o ponto de partida para o que realmente importa e o que realmente significa: a intenção de alguém, daquele que fala ou daquele que escreve.

Quando alguém nos diz, por exemplo, “a casa caiu” – um conjunto de sons mais ou menos como “a kaza kaíu” – esses sons só significam alguma coisa quando entendemos a intençao de quem fala, isto é, o que a pessoa quer nos dizer quando nos diz que “a casa caiu”. Pode ser um pedido de socorro, pode ser uma simples informação, pode ser um exagero, pode ser uma casa feita de cartas de baralho, pode ser um pedido de desculpa pelo atraso ao encontro, pode ser uma mentira.

 

 

 

E o ato de falar ou de escrever revela muito mais do que simplesemnte foi dito ou escrito. Por exemplo: pela fala das pessoas pdemos saber imediatamente de onde elas são; julgamos se são pobres ou ricas; se lêem livros, jornais; identificamos sua profissão.

 

Linguagem e marca social

            Quando alguém nos diz “Nóis vai assisti o jogo”, recebemos não apenas a informação de que as pessoas vão assistir a um jogo nesse momento, mas também o fato de que a pessoa fala uma variedade a língua portuguesa não-padrão, que provavelmente não teve a oportunidade de freqüentar a escola por muito tempo, que provavelmente pertence à camada mais pobre da população, e aí as informações “secretas” se desdobram: mora na periferia da cidade, é um trabalhador não-especializado, etc.

E o que nos “diz” tudo isso na sentença acima? Unicamente um sinal: nóis vai. Por que o nóis, por si só, é de largo uso em todas as faixas da população, pobres ou ricas; o corte do r de assistir é praticamente universal no português do Brasil; o uso desse verbo sem a preposição como exigem as gramáticas normativas já está disseminado pelo país afora. Mas o nóis vai é uma forma não-padrão estigmatizada. Isto é, alguns “erros” podem ser ditos sem problemas; outros, em hipótese alguma.

 

 

FARACO, Carlos Alberto & TEZZA, Cristóvão. Oficina de texto.  3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2004.

 

 

Leituras complementares sobre variação lingüística:

BRANDÃO, Sílvia F. A Geografia Lingüística no Brasil. Ática, São Paulo, 1991.

BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso. São Paulo: Parábola, 2007.

CALLOU, D. Variação e norma. In: Anais do II Simpósio Nacional do GT de Sociolingüística da ANPOLL. Rio de Janeiro, UFRJ/CNPQ., 1995, pp 79-83.

TRAVAGLIA, Luiz Carlos . Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no primeiro e segundo graus. S.P. Cortez, 1996. pp 41-66.

 

QUESTÕES PARA SEREM RESPONDIDAS NO CADERNO:

(COPIE A SEGUINTE INTRODUÇÃO, A CANETA,  ANTES DE COPIAR AS PERGUNTAS)

 

Estudo orientado sobre o texto “VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS” – TEXTO 03 – BLOG PROFESSOR CÁRLINTON

 

 

01) O uso de uma língua varia de acordo com o quê?

 

02) O que se pretende demonstrar quando se trabalha com o conceito de variação lingüística? (explique todos os itens)

 

03) Quais são os níveis de variações linguísticas? Explique cada um.

 

04) Explique como ocorrem as variações: regionais, social e etária.

 

05) Explique o que é a variação de registro.

 

06) Escreva as características das seguintes variações de registro. Dê exemplos de cada uma:

 

-variação de formalismo

 

-variação de modalidade

 

-variação de sintonia

 

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8/3/10

HONESTIDADE SEM TROCO

TEXTO 03    -                     Honestidade sem troco

 

Cobrador de ônibus encontra carteira recheada com dinheiro e cartões de crédito. Ele se esforça para achar o dono, devolve o bem e não exige recompensa

 

Leilane Menezes

 

Se você encontrasse uma carteira com R$ 700, devolveria ao dono? A pergunta pode suscitar dúvidas, mas o cobrador de ônibus Lucimar Rodrigues de Oliveira, 49 anos, morador de Santa Maria, garante não ter pensado duas vezes e optou pela honestidade. Na quarta-feira última, ele encontrou a carteira em um banco do ônibus no qual trabalha cheia de dinheiro e cartões de crédito, além de documentos. Ontem, Lucimar devolveu o conteúdo intacto ao dono, o pastor Lucivagner Gonzaga, 30 anos. O encontro ocorreu no terminal de ônibus do Núcleo Bandeirante. A quantia encontrada pelo rodoviário é superior ao seu salário, ele ganha R$ 620, por seis horas diárias de trabalho, com apenas uma folga por semana.

 

O valor pagaria pelo menos três meses do aluguel da casa modesta de dois quartos na qual o cobrador vive com a mulher, a servente Francisca de Oliveira, 40 anos, e três filhos adolescentes. Mas Lucimar não teve dúvidas e se esforçou para encontrar o proprietário. Lucimar achou na carteira o cartão de uma locadora de filmes e entrou em contato. O dono do comércio passou o telefone do cliente, para facilitar a boa ação.

 

Antes de receber a ligação, Lucivagner não esperava receber seus pertences de volta. “Saquei o dinheiro para pagar algumas contas e viajar. Peguei o ônibus no aeroporto para vir para casa, no Núcleo Bandeirante. A carteira caiu e eu não vi. Estava desesperado quando Lucimar me ligou. Ele me tranquilizou dizendo que ia me devolver tudo, sem pedir nada em troca”, relatou Lucivagner.

 

Ao resgatar a carteira, o pastor ofereceu parte do dinheiro ao cobrador, que negou de imediato. “Não quero nada que não é meu. Não me sinto bem. Se eu não entregasse ia prestar contas para Deus”, explicou. Sem os documentos, o pastor não poderia viajar ontem para Recife, a trabalho. “Estou de mudança e ia ficar muito prejudicado se não pudesse embarcar. Seu Lucimar é muito abençoado”, agradeceu.

 

Lucimar é maranhense, nascido no Alto Parnaíba. Mudou-se para o Distrito Federal há 28 anos, em busca de melhores condições de vida. Há 11 anos, conseguiu trabalho como cobrador na Rápido Brasília, na Linha 073.1, que faz o percurso Núcleo Bandeirante/Lago Sul, passando pelo Aeroporto Internacional de Brasília Não é a primeira vez que ele encontra os bens de alguém e devolve. “Já levei celular de volta pro dono, outras carteiras. O povo anda muito esquecido, deixando as coisas no ônibus. Fico muito insatisfeito quando algum colega não devolve”, disse Lucimar.

 

Bom exemplo

                O cobrador aprendeu desde cedo, em casa, a ser honesto e a não querer o que é dos outros. “Meus pais sempre foram honestos, mesmo vivendo com pouco. Nunca tive mau exemplo”, afirmou o cobrador. A igreja, segundo ele, também o ensinou a ser solidário. “Vou duas vezes por semana ao culto. Sou evangélico e acredito que não pegando nada dos outros para mim só tenho a ganhar. A honestidade é uma coisa que vem de Deus”, acredita. Lucimar também é músico e toca violão na igreja. “Com esse gesto, eu espero também desfazer a imagem ruim que algumas pessoas têm dos cobradores e motoristas”, explicou.

 

Entre os outros rodoviários do terminal do Núcleo Bandeirante, há quem considere a atitude de Lucimar equivocada. “Se eu encontrasse não devolveria. Porque se alguém achasse a minha carteira dificilmente ia me dar ela de volta. Eu ia aproveitar esse dinheiro”, confessou o cobrador Deivid Gladino, 23 anos, morador de Planaltina. Alguns até fazem planos para gastar o dinheiro, caso um dia encontrem algum perdido por aí. “Ia comprar quatro pneus para o meu carro. Se achasse R$ 20 eu devolvia, mas R$ 700 não. Quem devolve é exceção”, admitiu o motorista Cláudio Mendes, 38 anos, que vive em Sobradinho.

 

(Reportagem retirada do Jornal Correio Braziliense do dia 26 de fevereiro de 2010) 

 

QUESTÕES PARA SEREM RESPONDIDAS NO CADERNO:

(COPIE A SEGUINTE INTRODUÇÃO, A CANETA,  ANTES DE COPIAR AS PERGUNTAS)

 Questões para análise sobre o texto “Honestidade sem troco” – TEXTO 3– BLOG PROFESSOR CÁRLINTON

01) Procure no dicionário o significado da palavra ÉTICA. Explique, com suas palavras, o que leu.

02) Como os valores éticos são apresentados no texto?

03) Em nosso 1º AULÃO, discutimos como nossas ações desencadeiam reações que podem ser positivas ou negativas. A ação do sujeito histórico (cobrador) teve quais resultados. Comente.

04) Por que o comportamento do cobrador foi motivo de uma reportagem , apesar de seu comportamento ter sido ético e moralmente correto.

05) O texto, aqui apresentado, é jornalístico. Quais  são as intenções do texto jornalístico?

06) A reportagem nos conta  a história da vida do cobrador.  Como seu referencial  social influenciou em sua conduta?

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2/3/10

COMUNICAÇÃO

TEXTO 01 – BLOG – PROFESSOR CÁRLINTON ALVARENGA

 

COMUNICAÇÃO

 

Se uma pessoa ficar isolada de seus semelhantes, com alimentação e conforto físicos garantidos, mas privada de qualquer forma de contato, com o mundo exterior, tenderá a apresentar rapidamente sintomas de ansiedade. Uma manifestação básica dessa ansiedade será a necessidade de falar com outros. Durante algum tempo isso poderá ser acentuado por um monólogo, em pensamento ou voz alta, mesmo pela criação de interlocutores imaginários.

 

Mas, com o prolongamento da situação, a fala e o próprio pensamento deverão ficar desconexos e a pessoa deverá perder o autocontrole. Se a situação não for remediada a tempo, haverá uma desagregação psicológica acompanhada de um descontrole orgânico.  O modo de remediá-la é fácil e evidente: basta romper o isolamento que a pessoa se encontra. Com isso, ela poderá satisfazer a uma necessidade básica: comunicar-se.

 

Se, no entanto, duas pessoas desconhecidas entre si forem deixadas no mesmo ambiente, com ordens de não trocarem uma palavra e se ignorarem mutuamente, o resultado será diverso. Em breve começarão a aparecer sinais de tensão entre elas e se verificará que é praticamente impossível que uma ignore a presença da outra. Os menores gestos passarão a ser observados atentamente; cada qual procurará interpretar o comportamento do outro e encontrar-lhe um sentido. Não demorará muito para que cada um comece a orientar suas atitudes em função das do outro: haverá comunicação entre ambos, por mais que se queira evitá-la. Os gestos e o comportamento dos dois passam a  ser mensagens, mesmo involuntárias, e cada qual se converte num emissor e receptor dessas mensagens.

 

De modo geral, nas situações em que há mais de duas pessoas envolvidas (isto é, nos grupos), cada comportamento se orienta em relação ao dos demais. Nos grupos organizados, em que seus membros ocupam posições bem definidas, existem regras que orientam esse comportamento. O que está em jogo é novamente a comunicação, que forma uma rede entre os membros do grupo, tanto mais complexa quanto maior e mais organizado for o grupo. Nos menores, a comunicação direta entre as pessoas ainda é a predominante. Na convivência das grandes massas humanas (na sociedade tomada como um todo) predomina a comunicação indireta, através de veículos que atingem uma multiplicidade de indivíduos, dando-lhes uma orientação cotidiana.

 

A partir desses exemplos pode-se concluir que a comunicação é uma necessidade vital humana, tão importante quanto as demais; que os homens tendem a comunicar-se mesmo quando se esforçam em sentido contrário; e que a comunicação é a base de todas as formas de organização social.

 

Verbete “Comunicação” – Enciclopédia Abril.

 

QUESTÕES PARA SEREM RESPONDIDAS NO CADERNO:

(COPIE A SEGUINTE INTRODUÇÃO, A CANETA,  ANTES DE COPIAR AS PERGUNTAS)

 

Estudo orientado sobre o texto “Comunicação” – TEXTO 2 – BLOG PROFESSOR CÁRLINTON

 

01) De que forma o texto demonstra que a comunicação é uma necessidade humana básica?

02) A comunicação realiza-se exclusivamente por meio de palavras? Justifique sua resposta com elementos do próprio texto.

03) De que forma o texto procura evidenciar que “a comunicação é a base de todas as formas de organização social’?

04) Qual a conclusão que o texto apresenta sobre  a comunicação humana.

 

criado por carlinton    19:10:42 — Arquivado em: Sem categoria

26/2/10

LINGUAGEM VERBAL

A LINGUAGEM VERBAL

 

            Podemos supor que a comunicação surgiu quando o ser humano sentiu a necessidade de trocar informações sobre algum perigo ou para combinar uma estratégia de caça.

Há informações de que o gênero humano apareceu na Terra há cerca de quatro milhões de anos, mas a linguagem, tal como a conhecemos, surgiu há apenas quarenta mil anos. Antes disso, apesar de os homens trocarem algumas informações essenciais, não conseguiam exprimir com clareza seus sentimentos, contar o que havia ocorrido nem planejar ações futuras.

            Vamos pensar num exemplo: imagine a dificuldade de um homem primitivo ao tentar explicar para seu companheiro de tribo que havia visto, atrás da montanha, um bisão e que seria interessante, caçá-lo sendo que, para tal, deveriam aproximar-se um de cada lado a fim de evitar a fuga do animal. Como não possuíam nenhuma linguagem mais elaborada, acabavam apelando para a mímica acompanhada de grunhidos. É claro que a comunicação carecia de clareza.

            Com o tempo, os homens foram evoluindo fisicamente em vários aspectos, inclusive aumentando a capacidade craniana e, conseqüentemente, o nível da linguagem. Começaram a estabelecer códigos que possibilitaram a eficiência da comunicação. Podemos assim pensar em vários códigos usados pelos seres humanos, como aqueles feitos através do som, de imagens de símbolos de gestos. Para que estas formas de comunicação tenham significado é preciso que o emissor (quem manda a mensagem) e o receptor (quem recebe a mensagem) conheçam o mesmo código.

            A linguagem verbal, a da palavra, foi a mais aprimorada pelo ser humano, apesar de ser auxiliada por outros tipos de linguagem. Observe seu professor dando aula. Ela utiliza mais a linguagem verbal, sem excluir os gestos (linguagem gestual), a mudança de fisionomia. Tente imaginar-se contando um fato ocorrido no sue dia-a-dia sem utilizar as mãos e sem alterar a fisionomia; sua história iria ficar pouco expressiva.

            Assim como as linguagens surgiram da necessidade prática de os homens se comunicarem, a linguagem escrita apareceu na Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates, inventada pelo povo sumério. Essa escrita recebeu o nome de “cuneiforme”, pois tinha a forma de cunha (instrumento usado por escultores para desgastar a pedra). Como não tinha papel, registravam as informações na argila.

            Os egípcios também inventaram uma linguagem escrita para organizar o recolhimento de impostos e registrar as mensagens dos deuses.

            Os chineses utilizam símbolos chamados ideogramas para representarem as idéias.

             O primeiro alfabeto surgiu na Fenícia, em 1500 a.C., e tinha letras só para as consoantes. Os gregos adaptaram o alfabeto fenício e introduziram as vogais. Quando dizemos “alfabeto” estamos pronunciando as duas primeiras letras do alfabeto grego: alfa e beta. O nosso alfabeto nasceu do alfabeto grego e ainda hoje guarda algumas semelhanças.

            Todos os países de língua portuguesa, espanhola, italiana, inglesa, francesa e alemã usam o mesmo alfabeto que nós, mas há ainda muitos outros tipos de escrita, como a russa, a japonesa e a árabe. Alem da diferença no próprio alfabeto, também há variações na direção da escrita. Os japoneses escrevem em linhas verticais, de cima para baixo e da direita para a esquerda. Os árabes escrevem em linhas horizontais como as nossas, mas da direita para a esquerda.

 

A ORIGEM DAS LÍNGUAS

 

            Ninguém sabe como ou quando surgiram as línguas, qual foi a primeira, ou qual é a mais antiga entre as faladas hoje em dia. Presume-se que a língua tenha evoluído a partir de uma série de sinais sonoros, tais como os utilizados pelas aves e peixes, ou seja, pelos animais terrestres e marinhos.

            Existem várias teorias a respeito das primeiras palavras pronunciadas pela espécie humana. Talvez a fala tenha começado com gritos de alerta para os outros, tais como: “Cuidado!”, “Corra!”, “Aqui!” ou “Socorro!”. Talvez possa ter surgido a partir de instruções de um grupo durante a caça ou de ordens do líder de um destacamento guerreiro.

            Uma outra  explicação sobre os primórdios das línguas foi a suposição de que nossas primeiras palavras surgiram como exclamações de desagrado, fome, dor ou prazer, evoluindo, afinal, até a expressão de idéias e emoções mais desenvolvidas, Nesse caso, as primeira palavra teria sido um “ai”, que na a maioria das línguas, ainda sobrevive.

            A teoria das “vozes dos animais” (teoria baw-waw) defende que a emergente raça humana estabeleceu um vocabulário inicial baseado nos sons produzidos por certos animais, como meio de identificá-los. Esse tipo de nomeação é ainda observado em crianças como “co-co” para a galinha, “au-au” para o cachorro, piu-piu para os pássaros e outros. Gato em chinês é mao, pronunciado num tom que imita com exatidão o “miau” de qualquer gato.

            Outra explicação das origens das línguas, fornecida pela teoria ding-ding, sugere que os seres humanos iniciaram sua ascensão para a linguagem através da nomeação de objetos, ações e fenômenos com um som distintivo, tal como “bum” para o trovão, “chuá” para a água, “pequeté-pequeté” para o ruído das patas de um animal. Na língua dos índios chinook do Estado de Oregon, a palavra para coração é “tum-tum”, descrição apropriada do ruído que faz este órgão quando o escutamos.

            Há também, as idéias de as línguas terem se iniciado como uma evolução dos movimentos  ritmados que acompanham o trabalho (teoria yo-he-ho). Esta teoria propõe que idioma mais antigo era constituído por cantos para estimular o esforço coletivo, fosse para mover grandes pedras a fim de bloquear a entrada das cavernas contra os predadores carnívoros, carregar ou arrastar uma caça grande de volta ao aglomerado tribal, fosse para inflamar o espírito de luta.

            É provável que os seres humanos tenham dado início a seus padrões de fala em pequenos grupos familiares e, então à medida que ampliavam sues círculos de comunicação ,tenham adotado novas palavras de outros grupos. Prosseguiram assim até quase formar um vocabulário comum, ou a língua básica, que demonstrou seu valor para a caça ou para ataques em grupo.

            A língua, provavelmente, derivou não de uma só  dessas fontes propostas pelos teóricos, mas de uma combinação de todas elas.

criado por carlinton    20:41:09 — Arquivado em: Sem categoria
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